A Freira

Nome Original: The Nun
Direção: Corin Hardy |
Roteiro: Gary Dauberman e James Wan
Ano: 2018 |
Duração: 1h36 |
5.4

Presa em um convento na Romênia, uma freira comete suicídio. Para investigar o caso, o Vaticano envia um padre assombrado e uma noviça prestes a se tornar freira. Arriscando suas vidas, a fé e até suas almas, os dois descobrem um segredo profano e se confrontam com uma força do mal que toma a forma de uma freira demoníaca e transforma o convento em um campo de batalha.

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Crítica Macabra by Bia

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“A Freira”  chega no universo de Invocação do mal com a promessa de explicar a origem de Valak, mas o maior destaque está na estética do filme. O filme cria uma atmosfera gótica marcante, com cenários bem sombrios e uma ambientação romena que trazem o ar do terror clássico. A direção de arte e o uso de luz e sombra deu ao filme um visual que se destaca, se tornando um dos mais esteticamente impressionantes da franquia. O roteiro é o ponto fraco. A narrativa segue uma estrutura previsível e repetitiva, com diálogos expositivos e personagens pouco desenvolvidos. Valak, mesmo visualmente assustador e impactante, acaba mal explorado, o que frusta quem esperava descobrir toda a história do demônio. A tentativa de inserir alívios cômicos deixa essas cenas deslocadas dentro do filme, e quebra todo o clima de tensão em momentos cruciais. No fim, “A Freira” cumpre o papel de assustar com sua atmosfera e jump scares bem construídos, mas falha em entregar profundidade da história de Valak que deveria ser o destaque do filme. É um filme que impressiona visualmente, mas com uma história que não marca. Uma experiência válida para fãs da franquia, mesmo sendo um pouco abaixo do potencial esperado.
Na trama, o padre Burke e a noviça Irene são enviados pelo Vaticano para investigar um suicídio em um convento romeno, onde descobrem que Valak é a força maligna por trás dos eventos. O filme acerta em criar cenas com grande impacto visual, como a sequência em que Burke é enterrado vivo e Irene precisa salva-lo ou nos longos corredores e criptas que intensificaram a sensação de claustrofobia. Mas o roteiro não foge do comum: Valak aparece, intensifica os ataques e é derrotado de um jeito previsível, com Irene usando o sangue de Cristo em um clímax que ficou meio apressado. Valak, mesmo sendo visualmente memorável, não tem sua mitologia realmente aprofundada, o que torna a resolução anticlimática. Além disso, os toques de humor em algumas cenas diminuíram a atmosfera de terror e tensão, enfraquecendo o ar sombrio do filme. O que mais conecta o filme à franquia é a revelação que Frenchie é na verdade Maurice Theriault, o homem que aparece na gravação dos Warren em Invocação do mal. Essa ligação é bem construída, mas não compensa as falhas do filme. Assim, “A Freira” se mantém como um filme visualmente interessante mas com uma narrativa rasa, que fica mais como um complemento do universo do que como uma obra de terror memorável por si só.
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Bia

Apaixonada por filmes de terror, Música pesada e totalmente sem paciência!!!

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